O final do ano chega e lá vêm todas as mesmas questões que me assolam nessa época do ano. Fiz o que deveria ter sido feito? Vivi o bastante? Fiz a diferença na vida de alguém? Coloquei em prática algum projeto? Li o bastante? Escrevi o bastante? Fui feliz o bastante? A resposta é não! Pra todas as questões. E é o que deveria ser. Realmente nada teria sentido se eu tivesse alcançado todos os meus objetivos esse ano. Eu estaria pronta pra morte. Coisa que eu pretendo nunca estar. O balanço que eu faço desse ano é bom. Nem ruim nem ótimo. Foi bom. Conheci ótimas pessoas, ótimos lugares, ótimas sensações, novas e velhas sensações. Redescobri o que achava estar perdido, fiz amigos, viajei. Vivi. Não o bastante para a minha sede de vida, mas vivi! Mas, continuo precisando me descobrir. Confesso que o objetivo maior da minha vida anda um pouco distante de se concretizar. Enquanto isso eu sigo tentando. Não consegui terminar minha agenda, nem ler o quanto queria. O computador e a minha filosofia da vontade saciada me atrapalharam um bocado, mas já fica de deixa pro próximo ano. E assim os anos vão passando. Com planos, projetos, vontades e agendas sempre adiados para o próximo ano. Próximo ano é entremeios. Não é o ano em que eu passo no vestibular, nem o ano em que me formo. Não é o ano em que eu caso, nem o que eu vou embora. Não é o ano em que tenho filho, nem o que eu mudo de casa. Próximo ano é apenas o próximo ano. O que eu pago o bloco de TV, o que eu continuo indo ao curso de inglês, o que eu continuo passando calor em Teresina. O que minha vida continua a mesma coisa. Mas existem alguns aspectos nos quais eu posso fazer a diferença. O primeiro deles vai ser: não fazer planos. Próximo ano é ano de não ter planos. De perder a estabilidade da estrada com início e fim. Próximo ano começa dia 1º de janeiro e não sei quando termina. Viagens, shows, ficas, namoros, mudanças, livros, filmes, agendas? Não. Não sei o que será do meu próximo ano. Pessoas, relações, amor, paixão? Também não! Não sei. Não espero nada desse ano que a soma dos algarismos dá 1. O número do início. Não quero estigmas pro ano do início, pro meu ponto de partida. E assim será. Até 2008 acabar. O post não é adiantado coisa nenhuma. Repenso a data de início do meu novo ano. Acho que ela mudou pra 06 de dezembro de 2007. Ok. Aqui começa 2008 e eu estou indo ali pintar minhas unhas de vermelho carmim, que é a cor que mais fala da minha alma nesse instante, ao som de Mombojó, aproveitando pra pensar sob esse céu cinza que insiste em me perseguir há 2 dias quase seguidos mandando relâmpagos e chuviscos pro meu vazio particular. A Preta volta com força total! Let the seasons begin. |
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
Saudações para 2008
Eu que disse
VALHA!!!
às
12:21
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domingo, 11 de novembro de 2007
Era pra ser só 8, mas...
10 coisas aleatórias sobre mim: (Porque não consegui ficar só com 8. Deviam ser 80.) 1- Tento lutar contra isso, mas nunca consegui vencer o vício de capitalismo que existe dentro de mim. Eu gosto de comprar pelo simples prazer de comprar. Isso explica porque na minha estante tem livros e dvds que nunca li nem assisti, e no guarda-roupa roupas e calçados que nunca usei. Mas isso não quer dizer que eu tenha muitas roupas e calçados; só quer dizer que eu compro coisas que já sei que não vou usar porque são muito ruins ou feias. 2- I’m a collectooooorr!!! Mentira. Não sou, mas tento ser. Adoro coisas de séries, coleções de revistas e de editoras. Mas só gosto de colecionar coisas úteis, nada de adesivos, selos ou figurinhas de futebol. Sim para filmes, livros, cds e dvds. \baba 3- Viajar deveria ser a minha profissão. Nas viagens nada é caro, nada é ruim, ninguém pode me estressar, porque é a coisa que eu mais amo fazer nessa vida. Nas viagens eu consigo construir laços fortes e passageiros, do jeitinho que eu gosto que aconteça. 4- Sofro de otimismo patológico. É um otimismo que me suga todas as energias. Pra mim, as coisas só não têm mais jeito quando elas acabam ou quando eu morrer mesmo. Daqui pra lá, dá pra ajeitar. Hahaha. Exemplo disso é que da última vez que minha avó foi pra França, eu só deixei de acreditar que ela ia me fazer uma surpresa e aparecer com uma passagem pra mim também, quando vi o avião decolar. =~ Pobre criança. Eu tinha 13 anos. É desse jeito com a universidade, com o amor, com a família, com tudo!!! 5- Nunca me achei a melhor em nada. Até a 8ª série eu não tinha ficado de recuperação e isso me bastava. No 1º ano eu reprovei. Sempre fui aluna e filha mediana. Mas, de uns tempos pra cá, me considero a melhor amiga que alguém pode ter. Se você me pedir, eu vou te dar atenção, carinho, sábias palavras, e até ficar calada quando você n quiser que eu fale. Faço isso com prazer!!! 6- Rainha da procrastinação? O nome dela é Natália Alves de Oliveira Vaz. Eu nunca, NUNCA consigo fazer nada adiantado. Mesmo que aconteça um milagre e eu termine antes da última hora, eu vou desmanchar pq não ta bom e fazer outro pra entregar no cagar dos pintos. Essa sou eu. Deadline me abrace forte e me leve com você, porque eu só funciono sob pressão! Adio tudo mesmo. Capaz de eu adiar até a hora da minha morte. 7- No dia em que alguém me vir chorando e perguntar o por quê e eu disser que é de tristeza, pode mandar jogar água fervendo em mim. Eu nunca, NUNCA MESMO choro por tristeza. Só a raiva me faz chegar a esse extremo, que é o choro. 8- Tenho problemas de confiança com everybody, menos com meu pai. Só confio nele. É a única pessoa MÊS-MO! Não consigo acreditar piamente em ninguém. Na minha mente as pessoas sempre vão me esconder e/ou mentir sobre algo. E eu sempre torço pra que elas escondam, porque mentir é o mesmo que declarar que não quer ser meu amigo. Eu tenho nojo de quem mente. NOJO. De falsidade também. 9- Sempre que alguma coisa não vai bem comigo, eu ajeito o quarto. Portanto, se você chegar na minha casa e tudo estiver uma bagunça, sapato pra todo lado, roupa em cima do computador e a cama revirada do avesso, fique feliz. Isso quer dizer que a Natália anda muito contente. 10- Sou viciada em Internet. Viciada mesmo!!! Consigo passar mais de 2 horas na frente do computador sem fazer absolutamente nada. A primeira coisa q eu faço quando acordo é ligar o computador. Antes de banhar, tomar café, ou até mesmo de desligar o ar condicionado, eu taco o dedo no botão da cpu. Depois eu me sinto à vontade pra fazer as outras coisas. =D |
Eu que disse
VALHA!!!
às
12:51
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quarta-feira, 7 de novembro de 2007
IDEAL MATCH (ES) \hihihi
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Eu que disse
VALHA!!!
às
13:15
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quarta-feira, 31 de outubro de 2007
Today's fortune:
You have a friendly heart and are well admired |
Eu que disse
VALHA!!!
às
14:26
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terça-feira, 30 de outubro de 2007
el capitalismo foraneo
No ouvido: Queremos Paz - Gothan Project Notícia empolgante: Brasil como sede da Copa de 2014. Até lá dá tempo eu fazer um texto ressaltando toda a inépcia desse país em receber até mesmo uma competição de pequeno porte por conta da burocracia que pára nossa vidas TODO-SANTO-DIA! No mais, a única coisa que posso adiantar é: nem que dessem 30 anos pro Brasil se preparar pra isso, não aconteceria (á) sem vexames, produção incompetente, atrasos, fraude de licitações e coisas do tipo. Mas, estas são só previsões de alguém que não consegue imaginar como será o próprio dia seguinte. As únicas expectativas que posso nutrir serão a de que o ridículo desse país não me decepcionará (de novo) e que ele vá lá, escrever pra caralho como só ele sabe fazer. Tô aqui colocando toda a minha espiritualidade e misticismo nos votos de que você vá lá e arrase. Mostre que piauiense também faz bem feito. A parte do misticismo era só pra dar Vamos agora ao que interessa Depois de 4 longos dias, eis-me aqui na tentativa de resumir o que foi conhecer outra cidade, outro povo, outras gírias, outro tempo, outros caminhos, outros olhares. Não adianta nada eu pensar, pensar, pensar, como fiz nas quase 12 horas de viagem de volta (entre espera e vôos) porque no final das contas sempre vou esquecer de algo, como sempre acontece. A cidade é bonita e feia. É bonito ver o movimento, os passos apressados, a vida que não pára, a noite que não pára, o povo que não pára. É bonito ver como o tempo passou e levou consigo a vitalidade dos prédios, sua sobriedade, suas rijas colunas. O tempo mudou os costumes e o feio apareceu. De cima, só o começo, nada de fim. Gente pede. Gente grande, gente pequena. Gente pobre pede dinheiro; gente rica, tempo. Gente magra pede comiga; os gordos, espaço. E a gente, de fora, pediu diversão. E que diversão. Diversão dia e noite, no frio e no calor, nos tempos em que as noites confundiam-se com os dias e até mesmo no frio havia uma forma de calor. Quatro noites praticamente em claro, não me fizeram abdicar da diversão; as mais de 24 horas sem comer, não me fizeram despencar. Acho que a adrenalina foi liberada em altas quatidades e meu corpo me jogou numa espécie de emboscada. A água natural era bastante pra matar a sede. A temperatura ambiente era a ideal para dormir (até mesmo sem lençol). A água gelada do chuveiro servia pra acordar e fazer sentir vivo qualquer sentimento de euforia que fosse. A quente acalmava os ânimos e dava descanso às almas insones. O objetivo da viagem? Nenhum! Quem pensa que fui só pra ir ao Tim Festival, engana-se. Fui pra conhecer a cidade, a gente de lá. Mesmo sem show eu iria. Se eu fui aos shows forçada? Nem um pouco. Eles foram apenas mais um capítulo da experiência que eu mais aprecio nessa vida. Mais até do que o amor. A viagem te faz conhecer, admirar, alimenta tua alma e tua memória, abre teus olhos. Depois de tudo isso, só tenho a agradecer e esperar ir a outro lugar bem longe no próximo verão. Se der pra ver o show da Björk, gritar e pular ao som quase infame de The Killers, passar frio às 5h da manhã do dia em que viajo de volta, não dormir mais que 6 horas ao todo, ver o amigo querido, fazer outros tantos tão queridos quanto os que fiz nessa, acho válido. Quero mais barzinho, mais festas privès, mais conversas na madrugada fria, mais shows que amo, mais gente legal à minha volta, mais Amy Winehouse no carro e etc... No ouvido: Para Mais Ninguém - Marisa Monte. Depois posto sobre os shows... |
Eu que disse
VALHA!!!
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19:02
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sexta-feira, 26 de outubro de 2007
PARTIU
Tim Festival... |
Eu que disse
VALHA!!!
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00:27
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terça-feira, 23 de outubro de 2007
DEVER DE CASA
Tarefa de casa passada por ela e por ela. |
Eu que disse
VALHA!!!
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23:46
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sábado, 20 de outubro de 2007
Today's fortune:
You will travel far and wide, both for pleasure and business |
Eu que disse
VALHA!!!
às
13:12
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quinta-feira, 18 de outubro de 2007
Templates
Eu não consigo lembrar da última vez que passei uns três meses com o mesmo template. Aliás, acho que nunca passei três meses nem com o mesmo blog (o que torna este aqui quase um feito). Mas vou avisando logo que eu já começo a sentir vontade de mudar o nome do blog. Só é chato porque as pessoas estão acostumadas com o SouPagu e não vão poder ver o novo nome e tal. Aos amigos mais próximos eu posso dizer, mandar e-mail e tal. Mas àqueles que estão longe ou que não tenho muito contato, fica um pouco chato. Isso não quer dizer que eu não vá mudar. Só quer dizer que vai doer um pouco mais que nas outras vezes. Se eu pudesse, tivesse dinheiro e tempo, já teria mudado até de país. Não que eu não goste do meu. AMO! Muito mesmo. Mesmo com toda a corrupção, as altas temperaturas da região onde moro, do povo geralmente mal educado que costuma me cercar (existem exceções). Mas, enfim, o brasileiro é inteligente, caloroso e receptivo. Se um dia eu mudar de país, sem sombra de dúvidas, um dos motivos será pra disseminar essas nossas boas características por aí. A falta de educação eu só revelo quando alguém se mostra tão estúpido a ponto de merecer que eu mostre este meu lado podre. =D Na maioria do tempo eu sou educada e amorosa com quem convive comigo. Falando nisso, esse negócio de se tornar amorosa só depois que conheço a pessoa é realmente um problema. Porque eu não tenho muita paciência para frescuras. A minha teoria é a de que, antes de se apresentar a qualquer um, a pessoa mostra logo suas frescuras, seus defeitos e isso me irrita demais. Não que eu não goste de ninguém, mas todos acham que minha cara é fechada, que sou chata e... me excluem! Anos depois vêm me dizer "quando eu te conheci achava que você era um porre, mas você é legal". Ou seja, Voltando ao assunto das mudanças. Fazendo uma análise da minha própria mente doentia e pensadora demais, eu mesma diria que sou obcecada por elas. Acho que um psicólogo ou psiquiatra diria que eu sou insegura e que apanhava e era violentada enquanto criança. (Quié isso, Natália? Coisa feia!!!) E, claro que eles estariam errados, porque eu fui criada a muita comida boa, delicadeza e carinho por parte dos pais e padrinhos (com os quais eu vivi quase metade da minha nada mole vida). Uma vez, meu meio-irmão (que é EN-GE-NHEI-RO) me pediu pra pegar um papel e, sem pensar muito, escrever alguma coisa. Eu escrevi meu nome. Ele me disse que isso é coisa de gente insegura. Qual é mesmo a profissão dele? Pois é! Disse que o doutor não sei quem disse isso pra ele, o que me levou a acreditar que ele fez a mesma coisa que eu e, no fundo, não queria me desvendar coisa nenhuma. Queria mesmo era saber se outras pessoas são como ele. Eu sou... ou fui. Whatever. As pessoas se incomodam porque eu não gosto da mesmisse. E não gosto mesmo. É muito a mesma coisa pro meu gosto. Fico na mesmisse quando não posso mudar sem se tornar muito oneroso pra mim, como por ex.: o curso. Mas, pra quê ter um cd favorito durante a vida inteira se eu posso escutar milhões e escolher outros 500 mil pra ocupar o lugar do primeiro? Eu gosto do Ok Computer, do Plans, do Reminder, do Aladdin Sane, do There's Nothing Left To Lose, do Maria Rita, do Verde Azul Cor de Rosa Carvão. Gosto de tudo ao mesmo tempo. Só não gosto é do diabo do nada e nem de 2 pessoas simultaneamente. O resto, tá valendo. Por que eu vou ter a melhor amiga durante a vida inteira se eu posso ter vários melhores amigos? Por que ficar só no orkut enquanto eu posso experimentar o FaceBook? Já tive blog.zip, weblogger, blogger.com.br e agora estou no blogspot.com. É muito é bom, minha gente, mudar... Por que eu vou ficar aqui em Teresina nos dias 26, 27, 28 e 29, se eu posso ir ao Tim Festival? Tá aí o dia que eu vou. E isso tudo era só pra chegar aqui. |
Eu que disse
VALHA!!!
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14:05
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segunda-feira, 15 de outubro de 2007
PEDE PRA SAIR, PORRA!!!
Eu que disse
VALHA!!!
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22:47
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terça-feira, 9 de outubro de 2007
SOBRE COMO AS PESSOAS DE MAIS IDADE NÃO SÃO NECESSARIAMENTE DOCES COMO A VOVÓ
Eis que hoje, na volta da Universidade pra casa, estava eu na segunda parada de ônibus do trajeto (sim, eu preciso de dois ônibus pra chegar aqui), cantarolando uma música qualquer, observando o quanto a avenida estava escura, olhando pras estrelas e mentalizando alguma coisa pra fazer amenizar o calor, sei lá... no que acontece uma invasão de pessoas que vieram não sei quando, não sei de onde, fazer não sei o quê lá perto de mim (tá, era esperar o ônibus, assim como eu). Antes destas pessoas invadirem o bus stop, já haviam cerca de 3 ou 4 mulheres e 2 crianças conversando amigavelmente. Como o ônibus não passava nunca, uma delas se sentou no banquinho. Conversa vai, conversa vem, eis que chegam os invasores. No meio deles uma senhora idosa. A idosa fica lá em pé, na dela, sendo feliz e lembrando do quanto ela trabalhava em 1815 quando aquela família de italianos a adotou. A moça que havia se sentado um pouco antes, chamou a velhinha e falou: - Senhora, sente-se aqui! A idosa, de prontidão, logo agradeceu: - Ahn? Ah sim... você é bem mais nova mesmo! Agora eu pergunto: PRA QUÊ? Não dava só pra ter agradecido e ter dito "ainda existem jovens educados nesse mundo" ou "oohh... minhas pernas doem tanto. Muito obrigada, querida jovem". A minha avó sim, é uma lady. Depois de pular lá seus 70 carnavais (e um deles fora de época comigo :D), dona Filomena é in-ca-paz de dar uma resposta dessas em quem quer que seja. Ela chega mesmo é a se levantar e ceder sua cadeira para os mais necessitados. E nem precisa ser mais velho que ela não, se entra alguém tronxo o suficiente pra merecer um assento, D. Filó se levanta num pinote só e oferece sua cadeira. A mesma coisa ela faz para pessoas gestantes. Vovó arrasa sempre. Passado o momento "idoso nada, eu sou muito é fdp", vamos ao... 'momento blog atualizado todo dia, mesmo com toda essa falta de assunto (e de emprego)...' antes de começar o que vocês verão logo abaixo, vou logo enfatizando toda a complexidade memorial que este questionário me exigiu para ser concluído. Portanto, se vocês virem algo muito bizarro mesmo, não liguem... minha infância foi trash, assim como minha adolescência. E ainda existem aquelas coisas que eu posso estar inventando ou ter sonhado, ok? let's go people... O que você estava fazendo há exatamente 10 anos atrás? Eu não consigo precisar os acontecimentos da minha vida pelos anos. Tem que ser pela série da escola. Em 1997 eu estava na 5ª série, right? Então, a essa hora, 10 anos atrás, eu estava provavelmente assistindo alguma novela. Talvez Chiquititas. Já passava naquela época? Eu assistia todo dia. Ou então o CRUJ (tudo bem, são quase 22h). Talvez eu estivesse dormindo. Realmente não sei. O que você estava fazendo há um ano atrás? Depois que saí da escola pra Universidade, ficou ainda mais difícil precisar, uma vez que não temos períodos regulares. Então, eu nunca saberia responder esta questão. Mas era uma segunda-feira, né? Devia estar na internet, então. Ou então na casa da vovó. Cinco lanchinhos que você gosta Nescau Pão Iogurte Bolo de Sal Sucos Naturais (maracujá, limão, laranja) Cinco canções que você sabe a letra toda Everlong - Foo Fighters Fake Plastic Trees - Radiohead Karma Police - Radiohead Hole in my Soul - Aerosmith Faroeste Caboclo - Legião Urbana (aprendi pra encher o saco do papai) mais uns milhões do coldplay, Silverchair, Cramberries, Marisa Monte, Pato Fu... cara, milhões mesmo. Cinco coisas que faria se ficasse milionária Não pararia nesse país, muito menos nessa cidade Acho que se eu ficasse milionária, teria alguma influência. Então, eu arranjaria emprego para todos os desempregados qualificados que conheço. Montaria minha própria empresa para que meu dinheiro não acabasse nunca Aplicaria uma parte, só pra garantir. Daria muitas festas só com meus amigos e vários presentes pra eles sempre. Cinco maus hábitos Me vicio muito fácil no que não presta. Não bebo muita água. Sou muito esquentada. Sou muito impulsiva Perco muito tempo com coisas fúteis Cinco coisas você gosta de fazer Ouvir música. Ver filme. Conversar besteira. Viajar. Namorar. Cinco coisas que você jamais usaria Piercing no nariz (aqueles que são no meio, sabe?) Tatuagens toscas podem estar nessa resposta? Tá, eu sei que não é "usar", mas enfim... tatuar em si coisas que as pessoas olham e não decifram não é uma boa. Moicano. As pessoas. All Star cano longo, aqueles que chegam quase na coxa, sabe? (hahaha... é muito feio) Meus cinco brinquedos preferidos Computador. O DVD. O Godofredo. Os livros. As revistas? (tá, eu não brinco com os 2 últimos, mas me divirto! =P) See ya... |
Eu que disse
VALHA!!!
às
20:52
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segunda-feira, 8 de outubro de 2007
O DIA EM QUE O REINO UNIDO VIROU UMA... PENÍNSULA
É duro acreditar que o ensino das instituições públicas deste país já não é o mesmo de outrora. Se é duro acreditar, não existe palavra que defina o que é viver isto na pele. Pois, bem... eu e mais uma porrada de gente vivemos isso dia após dia. Dizer que leva sete disciplinas pra frente na Federal não significa muita coisa, nem muito trabalho, quanto menos esforço algum. Balela. Primeiro que não existem cadernetas. É só você ser um pouquinho corrupto e pedir pra alguém colocar o seu nome na lista que, voilá, temos aqui uma aprovação garantida. Mas, veja bem, essa artimanha só precisa ser utilizada com os professores mais atentos. Para os desatentos você não precisa nem se matricular na disciplina. Basta estar em alguma outra que tenha certo tipo de ligação com a qual você nem sabia que ia passar, mas passou... e com 8,o. Não é de se estranhar, portanto, que aulas que, supostamente, seriam de Sociologia da Comunicação virem aulinhas de história daquelas que eu tinha na 8ª série, na escola que só me ensinava a decorar a revisão para garantir a aprovação ao final do ano. Ainda não descobrimos como o poder do Anjo Protetor dos Alunos Lúcidos da Federal conseguiu nos mudar para um professor que realmente leva discussões legais pra sala de aula (apesar de o cabelo dele constantemente dispersar toda a minha atenção). O que tenho falado até agora mais parece um mar de rosas em nossas vidas de estagiários (ex, no meu caso), que nos lascamos driblando o tempo de todas as maneiras para que consigamos dar tempo (ao menos) das aulas das 7 disciplinas. A rotina começa às 14h, todo santo dia. Sai do estágio, com fome, calor e ainda suportando emissão máxima de raios ultravioletas nesta capital. Pega um ônibus indigno de tão quente, cheio e lerdo para poder chegar aos arredores da Instituição de Ensino Superior e lá ficar pelas próximas 6 horas (às terças, quintas e sextas), ou 8 horas (às segundas e quartas). A primeira aula da semana é pra empolgar as almas mais amarguradas e terrivelmente condicionadas àquelas condições. No começo, elas não eram muito boas, tendo em vista que o professor perdia bons 40 minutos da aula anotando no quadro as coisas da apostila, e outros 60 lendo o que estava no quadro. Tortura mesmo sem fim. O sono me agarrava pelas entranhas e me puxava com tudo rumo à carteira (geralmente muito torta e desconfortável). Hoje em dia, é a melhor aula. Como se trata do bloco de rádio, nós agora vamos pra um estudiozinho charmoso que só (tá, tem uns ácaros mas a acústica é muito boa) e ficamos lá gravando vinhetas e falando maloqueiragens no microfone, rindo bastante e divertindo o professor até umas 17h. A aula, normalmente, teria que ser até as 16h, mas como o próximo horário de 2h é livre, nos permitimos esse luxo. Merecemos, não? Depois desta aula, vem a não-aula do professor que só foi uma vez desde que o período começou, no começo de setembro. É dose, mas somos obrigados a permanecer por lá das 16h às 20h, que é quando começa a aula que deu origem a este imenso e cansativo post. Enquanto isso, vamos comer sushi, sorvete ou ficar conversando nos mornos bancos de cimento do anfiteatro do CCE. É chegada a hora. 20h, todo mundo cansado do dia, do calor, de falar besteira e até do professor das 18h, que sempre diz ter alguma doença pra não dar aula. Tudo isso já não é um bom presságio. Então, vem alguém com um problema de dicção terrível, que já se meteu a dar aulas de inglês e, apesar disso, continua falando insistentemente LicensINGUI Act. Nunca me falaram muito bem desta criatura. Nem as pessoas que já haviam sido suas colegas de trabalho, nem os ex-alunos. Por sinal, ela tem um apelido muito curioso, que faz alusão ao Baby, da Família Dinossauro. Bom, mas eu sei que o que ela me mostrou hoje vai além de qualquer desafeto profissional ou birrinha de estudante mimado. Eis que estamos lá, na sala fétida, sem termos feito os trabalhos que a Baby pediu pra hoje à noite. Não fizemos por uma série de motivos. Falta de tempo, de utilidade e de vontade são alguns deles. Ela pergunta, insiste, diz que vai dar pontos a quem falar, mas nada disso anima a turma. Não ainda. No que ela se mete a fazer suas próprias observações acerca do Bloqueio Continental. Um aluno que tem a alma elevada e estudou muita história sem decorebas na escola, resolveu ajudar. Explicou tudinho até bem e tal. A gente nem riu muito dele. Mas a professora insistia em querer ajudar. Falou do Napoleão, da falta de "boa vontade" da vizinha Inglaterra para com ele, e de suas restrições ao comércio com a terra, por conta de interesses maiores. A localização, não é mesmo, minha gente? Segundo a professora, a Inglaterra era uma terra preciosa por ser uma PENÍNSULA. A alma do aluno do início da aula deu lá seus pinotes e não conseguiu mais ser tão elevada assim. Então, ele revela à professora que, na verdade, Inglaterra está numa ilha. Minha gente, o diálogo foi o seguinte: - Aí, vocês sabem também que ele queria as terras da Inglaterra pela localização, afinal de contas, era uma península com amplo acesso aos mares, o que facilitava bastante o comércio! - Solta a professora. - Não professora. Inglaterra fica numa ilha. - Fala o aluno de alma elevada. - É península. - Professora, península é um pedaço de continente que se estende ao mar, sem virar uma ilha. - Tabom... então é uma península dentro de uma ilha. - Essa eu não pude deixar passar, hein? Notem... tomem nota disso. - Professora, Inglaterra é numa ilha, eu tenho certeza!!! - Informa e afirma categoricamente nosso Prêmio Nobel da Geografia Física. - Não... vocês estão confundindo península com continente!!! Aí eu digo "Deus... eu mereço isto como premiação por ter resistido aqui durante 4 intermináveis horas?" No que ele me responde me estimulando a ver o aluno de alma elevada cheirando o próprio sovaco e fazendo uma careta que denunciava seu próprio futum. Mereço, eu sei que sim. |
Eu que disse
VALHA!!!
às
23:43
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quarta-feira, 3 de outubro de 2007
LEMBRANÇAS
Isso aqui é só pra quando eu abrir meu blog lembrar das cobranças injustas que me fazem. Sem motivo algum. E aí, vão e me dão os mesmos motivos pra reclamar. O que eu acho muito superficial e fútil. É essa coisa de não olhar pro próprio umbigo e ver quanto há de sujo lá dentro. Depois, o depois chega e eu não falo nada daquilo que gostaria e deveria falar. Só porque eu sou idiota mesmo. E não nasci pra me relacionar com ninguém. Não alguém desse tipo. Assim... sujo! A propósito... 23 dias. Obrigada! |
Eu que disse
VALHA!!!
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16:35
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quarta-feira, 26 de setembro de 2007
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
PERIODICIDADE
É com muito esforço que consigo manter este humilde espaço atualizado. só pra constar Hoje não vou falar do Correia Lima, do Renan Calheiros ou da Britney Spears [apesar de ela merecer, e muito!!!] Hoje vou escrever sobre... as minhas infelizes idas ao banco Tudo começou [há um tempo atrás, na ilha do soooolll] quando emprestei meu cartão para o senhor ilustríssimo eh meu namorado! para que ele pegasse uma grana emprestada. Lá vai o belo ao banco, já com as letras da senha ditas anteriormente por mim, pra evitar confusão e o posterior cancelamento do meu cartão. Pois foi exatamente o que aconteceu. O cartão bloqueou e o bonito só me avisou isso. Que tava bloqueado e ponto final. Descobrir como e por quê era tarefa minha, né? Estaria o cartão vencido? Estaria eu tão pobre que o caixa se recusou a acessar minha conta? Seria eh meu namorado! tão feio que o caixa ficou com medo de expelir a quantia desejada (mesmo sem saber quanto ele desejava)? Ninguém sabia. Uma rotina fatigante assolava minha nada mole vida. Bloco de jornal, aula todos os dias à tarde, estágio pela manhã, etc e tal. Tudo uma bosta. Nada era propício para que eu fosse até onde eu acreditava ser a minha agência, no horário entre 10h e 16h. Como não podia viver sem dinheiro e tinha contas a pagas, tive que encontrar um brecha nessa rotina pra desbloquear o cartão. Joguei tudo pra cima e me joguei dentro do ônibus rumo à Barão de Gurguéia (avenida localizada completamente na contramão da UFPI, uma vez que eu já estava lá na universidade e teria que voltar para assistir aula). Chegando lá, às 15:20, depois de muito sol e ônibus lotado, constatei que tava vaguinho, geladinho, tinha água mineral, um sonho. Logo quando entrei, um segurança simpaticíssimo veio me receber e perguntar qual era o meu problema e prontamente me encaminhou ao gerente da agência, que estava sentado numa mesa relativamente pequena para a sua função. Mas o que me importava era que não tinha fila, gente suada querendo abrir conta, fechar conta, reclamar de atendimento, gritando, enfim, éramos só eu e ele para o desbloqueio do cartão maravilhoso conselheiro! Sentei, ele me veio logo com um boa tarde (é artigo raro nas agências bancárias daqui, pelo menos nas que freqüento) em alto e bom som. Pensei: "opa... aqui será muito rápido, com esse senhor maravilhoso, educado me atendendo. Estou num país de primeiro mundo (cara de felicidade sonhadora)." No que o senhor educado maravilhoso pega meu cartãozinho, me pergunta o que aconteceu e eu o respondo num tom de dúvida que gostaria de saber o que ocorrera com meu cartão da poupança que estava bloqueado! Segue-se o seguinte diálogo: - Você errou sua senha por mais de 3 vezes? - Tenho essa senha desde os 9 anos de idade! - E as letras? - Só errei uma vez! - Tem certeeeza? (Começa a me achar mongol imbecil idiota) - Sim, tenho certeza! - Olha, quando você erra essas letras, os erros vão se acumulando. Não zera depois que você digita certo. Você pode ter digitado uma vez errado esse mês. Mas e os meses anteriores? - Não errei! Só tá com 2 meses que tenho letras na senha. - Bem, aqui está dizendo que as letras da sua senha estão bloqueadas! - É? (Eu já me achando mongol imbecil idiota!!!) - Agora só dá pra desbloquear na sua agência. Nesse momento eu paro e solto um OPA!!! Como assim? Minha agência não é aqui? Por que eu achei que ela era aqui? Como assim? Exijo explicações!!! [em pensamento, claro] - E qual é a minha agência? (A pessoa tem a conta desde os 9 anos de idade, alega isso ao ser perguntada da senha e não sabe onde fica a própria agência... jo-se-li-ta!!!) - É no Parque Piauí. :O Imaginem... a Barão de Gurgéia é completamente o oposto do caminho pra Federal, pra onde eu tinha que voltar dali a no máximo meia hora. Já era 15:50h e eu teria que pegar outro ônibus para chegar à do Parque Piauí que, naquelas circunstâncias, se encontrava em outra dimensão. - Vá lá e fale com fulana-de-tal! (A fulana-de-tal rende mais uns 2 posts) Saí da agência arrasada, o cartão ainda bloqueado, um sol que cozinha até os melhores juízos do mundo e, ao chegar na Federal, não tinha aula! Parece que tinha sido o pior dia, né? Ao chegar em casa liguei pra eh meu namorado! afim de maiores esclarecimentos acerca do cartão que, por obra divina, foi bloqueado. No que se segue o diálogo: - Vc digitou as letras certas? - Sim... não é XYZ? - :O Não. Não é XYZ. É XZY. Por que quando você errou não me ligou pra avisar e perguntar o certo? - Mas eu só digitei 2x exatamente pra não bloquear! ... |