sábado, 19 de janeiro de 2008

Sobre cabelos e cantadas

O chato de você ter um cabeleireiro que não é gay é que a cantada dura exatamente o tempo de um corte e uma escova!

¬¬

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Ano a ano

Na 5ª série eu só me fodia nas notas até que minha mãe descobriu que era porque eu não tinha sido feita pra estudar pela manhã. Fui pra tarde. Mas, o motivo era que o menino que eu olhava tava nessa turma. Mamãe nunca descobrirá.

Na 6ª eu tinha um colega que eu espancava. Todos ficavam horrorizados e ele nunca falava nada. Nem posso dizer que é porque era apaixonado por mim, porque eu era confidente dele e ele gostava de uma das minhas melhores amigas. Acho que ele me considerava mesmo.

Na 7ª nossa turma ganhou medalha de honra ao mérito por ser a turma mais unida, mais comportada e com melhores notas da escola. Foi nesse ano que eu descobri ser afim de um menino (a Sanmya até conhece), que também era apaixonado pela mesma amiga do tópico anterior (bitch?). Conheci a Micarina.

Na 8ª eu me rebelei e pedi mudanças. Voltei pra manhã e virei uma mala sem alça. Foi nesse ano que eu conheci meu primeiro ex-namorado, que meus amigos de hoje se divertem tanto ao ouvir as histórias que eu conto dele. =P Voltei na Micarina.

No 1º ano eu mudei de escola. Foi o ano em que eu mais saí e fiz amigos (?), conheci a Maria Clara, o Giovanni, a Clarissa, o Juarez, o Iago, etc. Todo mundo! Foi o ano em que eu me apaixonei perdidamente pela primeira vez. Quase morro na Micarina.

No 1º ano de novo (sim, eu reprovei) eu tinha um namorado, minha vida se acalmou, eu era estudiosa, e voltei pro turno da tarde. Acho que minha mãe tinha razão. Eu realmente não tinha sido feita pra estudar no turno da manhã. Passei direto. Último ano de Micarina... e com o namorado.

no 2º ano a escola "esqueceu" de me direcionar pra alguma turma e eu fiquei na pior delas, o tal do 2º C. Fiz uma amizade que hoje em dia tá distante, mas foi a única amizade de escola que sobrou (fora os que escolheram jornalismo na Federal). O nome dela é Paula e ela me deixa recados de vez em quando dizendo que tá com saudades (AMO!)

No 3º ano, pra não perder o costume, fui pra sala mais vagabunda de todas. Talvez a pior que aquela escola já teve. Só tinha mala e no meio do ano ainda entrou mais um. Só que eu saí antes dele entrar. Não fui pro turno da tarde, mas fui pra uma turma menor, porque eu queria desistir do vestibular seriado (PSIU) e fazer o geralzão mesmo. Claro q isso não aconteceu. Ainda tava com o mesmo namorado do 1º ano.

Depois eu passei pra Comunicação Social na Federal pra segundo período, peguei uma greve de 6 meses, logo, passei 1 ano coçando o saco. Agora tô com 2 anos de curso e dizem as más línguas que eu me formo no primeiro semestre do próximo. Eu só não sei o que vai ser feito de mim depois.

N.E.: Esse post era pra ter "acontecido" ontem, mas eu fiquei com preguiça e ele só "nasceu" hoje. E isso foi inspirado num relato dela. Não é même, mas sinta-se à vontade pra fazer o seu.

Da arte de ser só

Só queria um pouco de consideração
O mínimo de atenção que fosse
De quem um dia tanto falou
E hoje nada mais mostra

Outrora preencheste espaços
Umas lacunas meio feias, sem graça
Arrancou sorrisos e suspiros
E nada mais restou que um vazio

Vou-me para outro estágio
Esse que vai além de você
Nem chega a ser pra te esquecer
É que, como sempre, cansei fácil

Lágrimas não existiram
Mas, vez por outra a tristeza dói
Não é que tenha faltado a vontade
Eu só esqueci de lembrar de chorar

Com açúcar, com afeto,

Natália Vaz

Fragmento de pensamento, e talvez sentimento, encontrado em meio à bagunça de um milhão de coisas.

P.S.: Eu digo é VALHA pra mim, escrevendo uma coisa dessas! =O

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Vocês sabem o que é Pequi?

Não?

Pois eu tô aqui quase morrendo com tanta fedentina.

Bjsnãomeliguempqeumorrisolenemente

P.S.: A galera da Wiki esqueceu de dizer que isso FEDE pra caráleo! Te dou um milheiro de pequi pra tu cozinhar tudo junto e ver se consegue ficar dentro de casa, infeliz!!!

É numa dessas que você descobre a verdadeira vocação.



Né?


Nunca que eu me lembro de ter escolhido isso e nem queiram saber a dificuldade que foi pra fazer essa seta. Nem jornalista, nem desenhista... vamo é plantar.

Vamos à continuação da enrolação nossa de cada dia.

Estava cá a pensar que posso dar uma sigla pra esse blog, já que se trata de uma expressão. Com o soupagu era meio estranho, porque não era nada, sabe? Era só porque eu queria colocar Pagu e não tinha mais disponibilidade de endereço.

Mas, com esse, eu posso dar uma de plágio do TDUD ou HTP e chamar o meu de ...

EDEV (???) Não, minha gente. É muita cafonice pra um blog rosa só!
Já vejo as piadas do tipo... "nossa, tá com tanto tempo que eu não leio o EDEV... aldo." Não!

*decepção* =/

Eu gosto mesmo é quando eu acho que sou a última das moicanas (ui!) a pegar num caderno pra estudar, e entram 2 pessoas no MSN que fizeram tanto quanto eu.

Pheenas!
;)

Booom, foi assim.

Eu senti uma dor na mão, sabe? Ela vinha só de quando em vez e tal e nunca me abalei.

Só que ela veio essa semana dinovu e não quer mais ir embora, olha que danada.

Aí, ontem, eu tava com a mãozinha enfaixaaaada, coisa e tal. E decidi que seria legal não ter mais um blog que me obrigasse a digitar muitas letrinhas, coisa e tal.

Tá, eu sei que atualizo pouco pra caralho e que não deletei o MSN por causa da mão.

Foi por essa falta de lógica e coerência que eu decidi trazer meu filho de volta.

Mas só porque ele guarda várias fases da minha vida, foi o único que durou mais de um ano, mudou de nome umas 6 vezes, no mínimo, e agora ele é cor-de-rosa!

Daí que quem não quiser ver coisa cor-de-rosa, não entra, taaaahhh???

Bjsnãomeliguemquenãovoumudaracor.

(Suspiros)

O outro motivo é porque eu tenho uma prova quinta-feira, prestei atenção que só nas aulas, tô com uma preguiça master de ler pela sexta vez todos os textos que eu li pra fazer uma resenha semana passada, não tem ninguém no meu msn, desde 11h que eu leio futilidades na Internet, e todas as coisas que eu poderia fazer pra enrolar mais um pouco se acabaram.

Me restou ressuscitar o blog.

Obrigada, Paulo Fernando.



P.S.: Acho que eu gosto do número 6. Será uma espécie de TOC? Porque eu sempre achei que fosse com 8, meu TOC. Se bem que é melhor ter lido o texto 6 vezes (com a próxima que eu vou ler daqui a pouco) que 8, né? Se bem que eu acho que até amanhã às 16h eu já vou ter lido exatamente 8 vezes. oO

Tchau, até o próximo post daqui a 5 minutos.

O que não é a falta do que fazer, não é mesmo minha gente?

Esse é o sexto nome? hehe

*-)

Minha gente, eu só queria saber o porquê deste template ter o nome de "Ms. (?) Moto". Só isso.

Aí o cinza é o Mr. Moto e o verde é o Son of Moto. Ah sim.

Houston?

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

I'm bringin' sexy back. Yeah!

ÊÊÊ... será que alguém ainda lê mesmo essa budega?

Se sim, FELIZ ANO NOVO, minha gente!!! Eu tardo mas não falho.

Anyway, não venho aqui dizer nada de interessante. No mais, só pra mostrar que eu não morri e que minha vida social noturna está mais que abalada, uma vez que temos uma piauiense desprovida de cérebro no Big Bosta Brasil. Claro que não perderei por nada a pessoa que mora na França e escreve EuroUpa. Plagiando as pessoas do TDUD, "oi, super te dou um livro de Geografia?" Diversão de graça em horário nobre, minha gente! Nunca serão, hein?

Sem resoluções de ano novo! Não vou fazer regime, mas pretendo entrar na academia =x. É sempre no mês de março, people. Eu entro em março e em junho estou quase entrando em depressão. hehehe Claro que esse ano não vou fugir à regra.

Beijosmeliguemqueagoraeuvoumudarmeulayout!

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Até a próxima primavera

Partiu praia.

A quem interessar possa.

Feliz início de ano.

A quem interessar possa também!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Conversa de botequim

Júlio e Romano se encontram sempre às 19:30 no botequim da esquina de casa.

-Porra Romano, e essa chuva aí, meu irmão? Atrapalha demais a nossa vida, né?
-Eu gosto! Da chuva e de coisas atrapalhando a minha vida. Assim sobra tempo pra vir no bar.
-Como assim, Romano? Tu tá no bar todo santo dia, chegado! Desde quando precisa chover pra tu vir tomar birita?
-Quando chove eu me sinto verdadeiramente inspirado a tomar cachaça. No calor eu tomo só pra amenizar a temperatura.
-Romano, velho... tu é mermo uma figura. No calor, toma pra esfriar, no frio toma porque se sente inspirado. Todo bêbado tem uma desculpa mermo, né?
-E a tua, Júlio? Qual é a tua pra não fazer nada o dia inteiro e vir pra cá todo dia às sete horas biritar?
-Ué, eu não tenho uma. Eu venho porque eu gosto do muquifo, ora!
-É, parceiro. É isso aí mesmo. Eu pelo menos ainda tenho duas desculpas.

(...)

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Mais 8 coisas aleatórias sobre mim

Não necessariamente DITAS por mim. Enjoy it!

1) “ela é dependente de manteiga de cacau”
(Maria Clara Paz)

2) “eu realmente sinto medo da Natália quando a noite se aproxima... não que ela se torne tarada ou ninfomaníaca... é que ela começa a sentir saudades do Harmonia do Samba, e isso realmente me deixa amedrontado!!!”
(Flávio Meireles)

3) “cara, tu sabe coisas de carro mais do que muitos homens. tipo: pegar no tranco, trocar pneu. e isso realmente me espanta (e alegra, pq eu sei q se tu tiver cmg no carro, vai tá tudo bem!)”
(Franciane Barbosa)

4) “a natália é a pessoa que mais serve no mundo pra fazer trabalhos universitários cmg. Porque ela tem preguiça, mas ela tem consciência..exatamente como eu kkkkk. eu pensei em dizer q ela tb é pessoa que eu conheço que mais dá valor ao pai e a mãe. tudo do jeitim dela.coisa bonita. bonita mesmo”
(Sanmya Meneses)

5) “A Natalia é uma pessoa que sempre tem um "e ai, viado!" pra dar. Um carinho, um abraço,um afago pra receber. Uma frase amiga qdo se precisa. Uma briga escrota qdo necessaria. Ela eh assim mesmo . . curta e grossa, e única; e insubstituivel; e indizivel.”
(Ennio Sales)

6) “Eu estranho a capacidade dualística da natália de, num momento, ser extremamente sincera/bruta com pessoas desconhecidas ou não, criando a imagem de uma pessoa segura. E, noutras horas, encarnar a mais insegura para determinados assuntos.”
(Edson Costa)

7) “A natália eh amigan, divertidan e arrason. E a gente fala assim que nem retardadan puxando o "N", quase toda hora”
(Clarissa Poty)

8) “A Natália é a pessoa mais organizada que eu conheço. Tipo acho lindo as provas dela, onde ela cosnegue fazer o texto justificado, 1,5 entre as linhas numa folha sem pauta :-O E só ela presta atenção quando eu fico falando sozinha no meio das conversas :D”
(Luciana Dantas)


P.S.: “obviamente seu sotaque eh um deles.”
(Jader Pires)
P.P.S.: “a natália é incrivelmente cabeça-dura. chega a ser irritante... mas é positivo também. se ela quer uma coisa, ela faz, e faz do jeito dela.”
(Pedro Jansen)

O que eu mais gostei nisso tudo, foi que nada se repetiu. Para cada um dos 8 amigos que convivem comigo diariamente se ressalta esse ou aquele traço da minha personalidade.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Rolinhas, andorinhas, pardais...

Quando eu tinha uns 5 anos, minha mãe chegou em casa segurando uma gaiolinha com uma pássaro dentro. Eu lembro bem de ter olhado pra mão dela e, sem entender muita coisa ouvi-la dizer “olha minha filha, a mamãe trouxe um passarinho lindo pra você. É uma rolinha”.

Eu nunca tinha ouvido falar dessa tal de rolinha. Mesmo assim, peguei a gaiola, fui lá pra sala de casa e fiquei admirando o bicho a se debater naquele cubo minúsculo, feito com pedaços de madeira. Tinha uma cuia com água, outra com alpiste e um monte de cocô pelo chão do lar da rolinha. Achei aquelas condições de moradia tão indignas, que soltei a bicha no chão da sala.

Acho que ela estava com as asas cortadas, porque em vez de voar, ela saiu correndo (pulando) feito rolinha louca que era. E eu fui atrás dela. Ela pulava 8 vezes e eu dava um passo. Até que a perdi de vista. Eu era feliz de ter soltado a rolinha e ela não viver mais naquele cubo fedido, com um pouco de água e comida e muita merda. Mas, o cubo continuava lá, caso ela quisesse voltar.

Ela não voltou. Tempos depois eu descobri que ela gostava de ficar atrás da geladeira. Não sei... devia ser quente e ela devia se sentir bem por lá, com uma muralha de proteção e eventuais caroços de arroz que caíam por ali, por ser perto do fogão. Vai ver ela gostava mesmo era de lugares empoeirados e pouco arejados. Vai ver ela era suicida.

A empregava gostava de limpar atrás da geladeira. Mas, limpava tão bem, que quando foi colocar a geladeira de voltar no lugar, imprensou a rolinha que esteve lá todo o tempo em que ela limpava. Imprensou e machucou feio a bichinha.

Peguei o pássaro na mão e fui acordar meu pai, que devia estar de ressaca. Ele não estava bêbado, eu lembro. Ou pelo menos acho que lembro. Ele estava lá, lânguido (o pássaro), arfando de dor e de vontade de morrer logo, vai saber.

- Pai, pai!!! A fulana matou minha rolinha! Matou minha rolinha!
- Não matou, Natália.
-Tá viva, pai? - Arregalava os olhos cheios de esperança de reaver em ótimo estado meu primeiro bicho de estimação.
- Tá viva, mas não muito.

Começávamos a caminhar para a área externa da casa, onde tinha uma pia e uma torneira. E um saco de lixo.

- Ela tá viva, mas tá sofrendo muito! A gente não pode deixá-la sofrer desse jeito.
(Crect)
- Pai... tu matou minha rolinha?
- Ela já ia morrer, Natália. Eu só amenizei o sofrimento dela.
(...)
-Tabom, pai. Depois a mãe traz outra pra mim.

Foi assim a morte do meu primeiro bichinho de estimação. Sem velório, sem músicas fúnebres, sem enterro glorioso com roupas pretas e dia chuvoso. Ela foi pro saco de lixo, sem sentimentalismos, sem delongas.

Nesse dia, meio sem querer, eu aprendi o que mais tarde descobriria nos livros e artigos científicos como eutanásia. Minha rolinha realmente ia morrer, dava pra ver no olhar.

E nunca mais tive um pássaro que morasse atrás da geladeira. Nem empregadas...