http://www.estado.com.br/editorias/2007/02/03/ger-1.93.7.20070203.13.1.xml Será que é tão difícil assim usar gás-natural como combustível, em vez de gasolina ou óleo diesel? 'É que a vida útil do motor cai muito' ou 'Não compensa porque o custo da transição é elevado'. E o biodiesel? Tá, eu não tenho conhecimento o suficiente pra escrever mais de 5 linhas sobre as vantagens do biodiesel para o planeta, mas pelo menos, sei que ele não polui. Sei também que a União Européia está impondo sanções aos países exportadores de biodiesel (leia-se, Brasil) que não adotarem um padrão na sua extração. São impostas barreiras à entrada do biodiesel brasileiro na Europa, porque aqui nós utilizamos o trabalho escravo e maltramos o solo para obtê-lo (leia-se, desmatamos). Acho que o biodiesel sai daqui a preço de banana. Enfim, meu pai diz que desde pequena, minha consciência ecológica é aguçada, e olha que eu nem estudei ecologia na 4ª série. Mas é porque eu sei que quero deixar aqui filhos, que vão querer ter filhos, que terão filhos, que por sua vez, terão filhos também. Se o problema não me atrapalha, vai atrapalhar os filhos dos filhos dos filhos dos filhos dos meus filhos. E mãe que é mãe se importa desde cedo. Bah... devaneios à parte. O esforço que temos de fazer é tão pequeno, que chega a ser insignificante. É uma questão de costume, de educação. Eu desligo a torneira da pia enquanto escovo os dentes, não porque quero salvar a humanidade da secura, da falta de água; e sim porque eu sou educada. Se não preciso, não gasto. Por que eu banho minha cadela com uma bacia de água do lado? Porque não vou precisar de mais do que aquela água pra banhá-la! É tão óbvio. Alguém já parou pra observar que, quando falta água e temos que banhar de 'cuia', como diz minha mãe, só usamos a água que tem no balde. E saímos do banheiro bem banhados (pelo menos eu saio). Enquanto que se tivesse água no chuveiro, passaríeis horas e horas cantando, pulando e sonhando estar em algum programa de super stars. E a água caindo. Tchóóóóó. (essa foi pro Rafael). Enquanto a cidade esquenta, a vizinha briga porque o pé de cajá, juntamento com o de goiaba QUE DÃO FRUTA O ANO QUASE TODO pro quintal dela, estão destelhando a casa. Claro que meu pai, bom vizinho que é, mandou cortar. E em tempos de B-R-Ó Bró, quem quiser que se lasque de calor aqui em casa. As árvores, baby, ajudam a diminuir a poluição do ar. Ainda bem que os pés de jambo estão na frente da casa. Podem, no máximo, derrubar o fio do telefone e o da energia, mas quem precisa disso, né? Pois bem. Elas absorvem o CO2 presente no ar e é por isso que são ótimos medidores de poluição, porque quando tem CO2 demais, começam a se formar líquens em seus troncos. Sim sim. Nem tenho muita convicção , mas lembro vagamente de ter estudado isso na escola, porque as questões ambientais realmente me chamavam atenção. Não é querendo dar uma de ativista ambientalista neurótica psicótica do green peace não. Só tento mostrar o quanto as atitudes estão ao nosso alcance e nós vamos deixando pra depois. Eu sempre apago luzes que não estão sendo usadas na casa, as torneiras sempre sou eu que fecho quando estão vazando (sim, meu ouvido é biônico), e sou muito a favor de que a mesma água usada pra escovar os dentes e lavar as mãos, da pia do banheiro, seja aproveitada na descarga. Já disse pro meu pai que, se eu não tiver dinheiro pra converter meu carro pra gás natural, vou ter um carro movido a álcool(flex), mesmo que eu morra de raiva todo dia de manhã quando quiser sair e ele tiver que esquentar primeiro; ou mesmo que o combustível não renda tanto; mesmo que a vida útil do motor não seja tão grande; mesmo que o combustível feda pra caralho e eu chegue nos meus compromissos fedendo a álcool (aí só se o carro foir MUITO velho); mesmo que tudo e qualquer coisa. Eu tenho consciência ambiental. não estou por dentro de tudo que posso fazer, mas o que sei que posso, é feito. Podem ter certeza. P.S.: Meu pai usou o argumento de que a camada de ozônio próxima ao equador é mais densa. Jogo baixo! P.S.2: A idéia de Teresina ser uma cidade litorânea daqui a 15 anos não me atrai nem um pouco. Já chega ter 2 rios. Não aguentaria o ano inteiro no sal. P.S.3: Esqueci que, daqui a 15 anos, não morarei mais aqui. :D |
sábado, 3 de fevereiro de 2007
ASSUNTO CLICHÊ
Eu que disse
VALHA!!!
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13:13
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CIRCO
Teve o circo ontem. O espetáculo começou às 20:30h e eu fiquei com medo de ir por causa do vestido que era muito decotado. O circo é meio derrubado, mas pode ser considerado a expressão artístico-cultural da galera do arame. E foi por isso que os meninos deixaram carros, bolsas, jóias e celulares comigo e foram a pé. Me disseram que é, realmente, um espetáculo. Pobrinho, mas um espetáculo. Tem palhaço, acrobata e o circo é uma família só. No sentido denotativo mesmo. A mulher que vende o algodão-doce (não com bafo, e sim feito na hora) é mulher do palhaço e a acrobata de pano (que nem a mulher que saiu do BBB7), é filha deles. A lona do circo - parte pela qual eu posso assumir a responsabilidade do comentário, porque essa sim, eu vi - é um espetáculo à parte. Não sei quanto custa uma lona, mas sei que cobrando R$1,00 pela entrada não dá nem pra comprar outra. É algo que, por mais que eu tente, não consigo descrever. Ela é rasgada. Um monte de rasgos, que parecem furos, sei lá. Uma porção de rasgos pequenos-grandes espalhados pela lona toda, de modo que, ao chover, você não só se molha como também pega toda a sujeira de cima dela - o que estimo não ser pouca. O palhaço já conhece seu público, pequeno e constituído de pessoas pobres, carentes. Conhece por nome mesmo, e tira as brincadeiras com eles. Os meninos fizeram tipo pra não chamar muito a atenção, mas não acredito que tenham conseguido muito bem. Principalmente depois de a Manuella chegar num Celta, com belas pernas à mostra. Ela sim, não passou nem um pouco por carente. E os meninos prenderam a respiração a cada brincadeira do palhaço com os 'barra-pesada' do fundão do picadeiro (não lembro de ninguém ter me falado de um picadeiro). O certo é que eu, Clarissa e Iago ficamos com inveja da aventura e decidimos marcar presença hoje, acompanhando o amigo Juninho na sua reportagem sobre o local. Amanhã coloco fotos e um post mais apurado. |
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VALHA!!!
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12:38
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quarta-feira, 31 de janeiro de 2007
PRA DESCONTRAIR
adelaide diz: |
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VALHA!!!
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21:50
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terça-feira, 30 de janeiro de 2007
NADA...
Sem pensamentos hoje. |
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VALHA!!!
às
10:00
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sábado, 27 de janeiro de 2007
A PARTIDA
Não disse tudo o que pensei, nem o que queria. Tenho medo de me decepcionar. Se sempre tive apego a alguma coisa na vida, foi às pessoas. Me apego fácil, de um jeito quase inocente, e tudo deixo passar. Entristeço, enraiveço, enlouqueço à procura de por quês, e quando não os acho, simplesmente deixo passar. Guardo o que há/houve de bom. Se me faz bem, não sei. Para não lidar com decepções, guardo tudo pra mim, de uma forma quase egoísta, porque sei que as pessoas gostariam de saber o que estou sentindo de bom com relação a elas. Guardo porque sei que elas só quereriam saber o que se passa de bom, o de ruim de qualquer forma terei de guardar pra mim, como sempre foi. Na dúvida guardo os dois. Querendo saber, me pergunte. Sou capaz de dizer mais a quem menos me interessa, e aos que me interessam eu calo. Calo e me arrependo (ou não). Todo pisão em falso eu assumo o risco daqui pra frente; por ter calado. São as tais consequências. Alguém tem que arcar com elas. Se eu falo e você sabe, você não pode me magoar. Se eu calo algo que você quer saber, você não tem obrigação de manter o vínculo, uma vez que não sabes. E mais um se foi - esse eu espero que volte - ganhar asas e alçar vôo, vôo alto... que um dia pretendo alcançar. Foi ser bonito, ser feliz e, acima de tudo, deixar uma porrada de gente feliz com a presença dele sem a qual ficamos e agora apenas lamentamos. É um lamento feliz (se é que existe essa modalidade de lamento). O lamento por ter dito: 'ah não vou te dar tchau porque vou ter ver no aeroporto', e quando chegamos lá... 'blau' soa longe: o vôo foi antecipado e ele já entrou. Economizamos lágrimas e rezamos pra o avião não cair, mas a segurança e o abraço de despedida, agora ficam pra chegada. Já começastes a fazer falta antes mesmo de ir embora, quando naquele ambiente escuro, apertado e maravilhoso, escutamos sem ti Maps, Superafim, Deixe-se Acreditar, Erase/Rewind. E eu esqueci que minha conta tava estourada e resolvi te ligar. Nem sei se atendeu ou se caiu na caixa postal, mas eu liguei. Liguei porque lembrei que tu gostarias de estar lá. Saudosismos à parte - deixo isso pra tua família daqui, que a essas horas deve estar com um vazio muito maior que o meu- sinto-me na obrigação de sempre estimular a partida. Não podemos ser seres viciados. Todo tipo de vício é burrice, principalmente quando as oportunidades chegam até nós sem que tenha havido muito esforço da nossa parte. São oportunidades que até podem voltar, mas o tempo não. A hora é essa! E você fez certo. Muito certo. É como eu disse antes... melhor imaginar como seria se tivesses ficado, que imaginar como seria se tivesses ido. Por aqui tudo é mais previsível, já por lá... |
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VALHA!!!
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23:34
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segunda-feira, 22 de janeiro de 2007
terça-feira, 16 de janeiro de 2007
ENTÃO É O TEMPO
Eu ODEIO essa minha submissão ao tempo. É sempre estar preocupada com o que vai ou não dar tempo fazer, estabelecer sempre planos e metas com tempo restrito para realização, e depois sofrer por não ter dado tempo. Eu luto tanto pra não escrever palavrão aqui, pois acho muito feio essa coisa de se expressar violentamente. Acho isso falta de vocabulário e de gosto. Mas a única coisa que eu tenho vontade de falar (observe!!! eu tenho VONTADE, e não é a única palavra que me expressaria agora, tá?) é um CARAAAAAALHO!!! PORRA. QUE SE FODA O TEMPO. Ou, de um jeito mais polido, tenho que parar com essa mania de digladiar comigo mesma por um motivo que não posso controlar. Viu? Eu também sei ser educada e polida, e pra mim, falar palavrão em vez de me expressar, é mera escolha. Dentre as poucas coisas às quais estou apta, escrever (bem) é uma delas. Dá licença? |
Eu que disse
VALHA!!!
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10:27
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sábado, 13 de janeiro de 2007
PAROFA /ANGO
É. Tenho que admitir. Parofei meeeeeesmo. E parofaria bem mais se não me tivessem privado da diversão. ;DDD Claro que parofaria num hospital ou coisa que o valha. Mas valeu a noite, valeu a companhia e agora me divirto no leite (com a Raquel) ou na água mesmo (sozinha). Mas pagou hein. Perdeu quem sempre quis me ver cantando a música das preparada e das popozuda e com o cabelo pingando. (Sim, meu cabelo, a resistência em forma de fios, MOLHOU QUE PINGOU!!!) Maaaas, aqui estou pra contar a história. Não aqui, claro! ;D |
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VALHA!!!
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22:54
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POBREZA
Foi quarta-feira, na aula de Comunicação Gráfica, onde o professor mostrava o cartaz de uma propaganda publicitária feita pro SETUT. No busdoor, aparecia uma criança segurando uma correntinha de ônibus pequenos, feitos de papel. Depois de uma aluna ter observado que a mão da menina era feia e que a menina tinha cara de pobre (sim, eu escrevi CARA DE POBRE), o professor solta a seguinte pérola: - É! Vocês tem que entender, que fazer uma campanha dessas é muito complicada pra nós. Porque geralmente nós fotografamos as pessoas que andam mesmo de ônibus. (Ótimo! Se a propaganda é voltada pra esse público, nada mais justo) Cont... - E é um tanto complicado, assim... é complicado né? Vocês sabem. Encontrar alguém BONITO em ônibus. - Geralmente quem anda de ônibus é feio mesmo. (!!! Como assim mané? Tu dá aula em um curso de Comunicação Social, numa Federal, e chama geral de feio???) Ainda bem que, fatidicamente, eu estava de carro. Pude passar de bonitinha. Há! |
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VALHA!!!
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22:47
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terça-feira, 9 de janeiro de 2007
O LIMPADOR DE PARABRISA
No meio de um chuva torrencial, mas muito torrencial mesmo, meu pai liga muito preocupado porque eu estava de carro. O diálogo foi esse: -Natália, blábláblá (que eu não entendi), no 6, porque quando molha pode não funcionar muito bem. -Tabom pai. O limpador do parabrisa no 6, né? (Isso foi dito com a enorme dúvida se existia ou não o 6 nesse limpador). -OS FREIOS MENINA!!! FREIOSSS!!! NA CHUVA ELES NÃO FUNCIONAM BEM. TEM QUE FREAR UM POUCO PRA SECAR, SENÃO DESLIZA!!! -Ah, tabom. hehehe. Os freios, claro!!! Uma surdez congênita irreversível. |
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VALHA!!!
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10:07
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I WISH I COULD BUY BACK
Péssima, de mau humor e impaciente. Favor se alguém me vir dirigindo por aí, favor não atravessar a rua na minha frente. NEM NA FAIXA!!! E NÃO!!! Eu não estou de TPM e não quero conversar sobre o que me aflige, porque nem eu sei. E nem quero 10 minutos de analista porque eu não preciso. E nem estou afim de ser delicada e pessoa boa e educada hoje. Quero mesmo é mandar todo mundo que me stressa praquele lugar, que não citarei aqui por questão de estética. Não quero escrever, não quero ler, não quero ouvir nada nem ninguém. Não quero ir pra UFPI, não quero assistir nem dar aula. Não quero mais nada. Quero ser um vegetal! |
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VALHA!!!
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09:42
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domingo, 7 de janeiro de 2007
COMENTÁRIOS
Eu gosto da Sanmya porque ela comenta todos os posts. Nem que seja com um 'ow'. ;D |
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VALHA!!!
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12:07
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sábado, 6 de janeiro de 2007
CABELOS
Não, não é um posto sobre a beleza dos meus, vossos, nossos cabelos. É que estou pelos cabelos mesmo, ou seja, em tempo de ter uma pilôra, ou seja, muito, muito, muito lascada. O tempo, de novo, me perseguindo e eu sendo vítima dele. É uma droga essa coisa de morar longe porque eu acho que não dá tempo fazer nada por causa do tempo que eu vou passar no ônibos indo e voltando de abc... A verdade é que se eu morasse perto de tudo, talvez tivesse que ir a pé e isso é contra minha religião. Principalmente aqui em Teresina, que não se caminha nem 2 metros sem derramar três litros de suor. E isso é, ainda mais, contra a minha religião. Mas ela está, aos poucos, está se tornando mais liberal. Imaginem... a 4 meses atrás, academia também era contra a minha religião. ;D Se duvidar, nem tempo de arrancar os cabelos eu tenho. É aula, academia, universidade, e ainda gasto pensamendo (ou seja, tempo!) pensando em estágio. Trabalhar ou não trabalhar? Eis a questão. Amanhã é domingo e não pede cachimbo, muito menos o cachimbo é de ouro. Se fosse ainda ia. E nem tem pé de cachimbo também. Vou ler meu livro, que ainda não cheguei na metade. Mas tá perto. E considerando-se que ainda não estamos na metade do mês (só estamos perto), se continuar no mesmo ritmo, dá pra começar a ler outro ainda em 1º de fevereiro. MORRAM!!! Vou ler mais de 12 livros esse ano. Sou muuuito cool intimista. |
Eu que disse
VALHA!!!
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22:58
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DOIDA POR QUÊ?
Só porque eu tenho um amigo imaginário e só converso com ele em inglês? É que eu sou superior, e até meu amigo imaginário é estrangeiro e eu sei falar a língua dele. Senão não seríamos amigos. Mas quando eu voltar a estudar francês, vou expandir as fronteiras imaginárias. Esperem! |
Eu que disse
VALHA!!!
às
22:54
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INCERTEZAS
Ele sempre procurou um sentido verossímil para todas as coisas da vida e com essa relação não foi diferente. Era por demais inverossímil. O amor, a cumplicidade, a compreensão entre eles era absoluta, inteiramente absoluta. Ele lembra com carinho do dia em que a conheceu. Aquele rosto em meio a tantos, aquele amigo querendo chegar primeiro, aquele clima juvenil, na época em que a idade é mais favorável ao corpo e aos pensamentos. Chegou sem pedir licença, com um jeito cativante e apaziguador de várias situações. Aquela menina prometia. Desenvolta, sorridente e muito tagarela, ela percebeu os olhares e foi-se chegando de um modo que ele percebesse a deixa. Ela não sabia, mas seria sempre assim, ele olha e ela dá uma deixa. Passaram a noite assim. Os dias se seguiram e eles trocaram cartas. Sim, cartas! Daquele jeito bem antigo. Foram 5, 10, quem sabe até 20 cartas. Elas eram verdadeiras e cheias de amor, um amor quase infantil, um amor que não exige muito do outro, que por si só se sustenta, apesar da distância, tanto geograficamente como ideologicamente. A menina escrevia banalidades e ele adorava ler aquelas cartas cheias de verdades. Eles saiam e se entendiam bem. As ligações eram durante a madrugada e duravam horas. Não era permitido em outro horário, porque de madrugada todos dormem e eles sentiam que o mundo inteiro era só deles por um longo tempo. E foi assim durante muito tempo até que a menina começou a sonhar. Sonhou alto, foi lá e realizou. Mas pra isso teve de abdicar do amor dele e não fez questão de recuperá-lo. Foi como se ela tivesse feito juras de amor e no dia seguinte já não lembrasse mais. É estranho, e isso foi a única coisa para a qual ele não achou um sentido verossímil, por mais distante que possa ser. Ele pensa, hoje, uq poderia ter sido tudo diferente. Ela abriu mão de seu amor e poderia não tê-lo feito, mesmo sem abrir mão de seu sonho. São escolhas que caminham por estradas diferentes... e opostas. Amar ou não as pessoas verdadeiras? Acontece que no seu sonho, a garota construiu um mundo do qual ela não quer sair, e conheceu pessoas que não estão distantes. Nem geograficamente nem ideologicamente. Talvez ela tenha feito a escolha mais cômoda. O que ela não sabe, é que magoou muita gente e isso não volta mais. O menino lamenta, mas não faz disso um drama mexicano. Deixa-se levar é o que faz pra tentar esquecer. Deixar-se levar com o que ele tem ao seu alcance, que não é ruim. Já não existem mais as cartas, nem as ligações. Nem torpedos eles trocam. Vai entender o sentido pra isso. |
Eu que disse
VALHA!!!
às
12:03
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